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Segunda, 09 Janeiro 2012 07:32

A responsabilidade do novo advogado 18.Jul.2006

A responsabilidade do novo advogado 18.Jul.2006

José Carlos Manhabusco*

Tenho muita fé que os novos advogados serão o futuro da advocacia. Isso tem uma razão de ser. É que a juventude possui maior impetuosidade na hora de defender seus direitos e prerrogativas. Todavia, não é somente agindo por impulso que obterá os resultados necessários a boa prática profissional.

Semana passada tive a felicidade de participar de uma reunião da classe, cujo objetivo era unir forças para as eleições da Ordem. Ouvi atentamente todos os discursos. Lamentei não ter a oportunidade de manifestar-me, porém não vejo a atitude negativamente. É o que chamamos de democracia. Entre aqueles que se pronunciaram, encontrava um jovem que falava em nome dos "Novos Advogados". Enfatizou que, por ocasião da vinda à Dourados, entregaram um manifesto ao presidente do Conselho Federal da OAB. Evidentemente que no concernente documento faziam menção a preocupação de todos com a atual situação dos advogados no Brasil.

Louvável o manifesto e a intenção. Entretanto, não basta apenas consignar a irresignação, sem que se tome, efetivamente, um posicionamento sobre os atuais dirigentes e os futuros advogados que irão administrar o destino da Ordem dos Advogados do Brasil.

Penso que a escolha é livre, contudo há que se observar o histórico profissional; a vida social; e a defesa dos interesses da classe. Trata-se de um conjunto de requisitos, sendo que não, se pode conceder o poder a quem não o merece.

A história nos revela tantas surpresas e decepções. Antes se faz discursos, depois nada se faz. Quem de fato sofre é a classe que terá que amargar mais três anos para que nova mudança ocorra. Feliz daquele que não admite o continuismo.

As oportunidades devem ser oferecidas para todos. O advogado ou advogada que deseja escolher seu representante deve, de fato, observar o seu passado; o que realizou; qual o trabalho em prol da classe.

Já falei em outra oportunidade acerca das realizações no último ano de administração (em tese). Parece que é um procedimento normal. Não se faz nada no decorrer de uma administração, e ao se aproximar do ano de eleições, tenta-se realizar alguma coisa para que a classe olhe positivamente. Tal conduta já está em desuso.

Os advogados e advogadas devem notar que são poucos os profissionais que querem adentrar nas questões políticas da Ordem. A maioria diz não ter tempo. Com certeza quanto mais tempo passar, pior será. Para obter mais informações é imperioso que se esteja engajado com os dirigentes. Conhecer como funciona a máquina é salutar, assim como estar a par dos processos éticos e disciplinares. Esses são questões que dizem respeito ao dia a dia do profissional.

A luta do "MNA - Movimento dos Novos Advogados" que carinhosamente passo a chamá-los, tem meu total amparo e admiração. Nunca tive a oportunidade de realizar tal façanha e confesso que demorei para entrar na discussão das questões da Ordem.

Além de procurar melhores dirigentes, o novo advogado também deverá primar pelo respeito a ética e a disciplina. Para tanto, o conhecimento do Estatuto da OAB, do Código de Ética e do Regimento Interno é fundamental para o exercício da profissão. O exemplo vem de casa.

O profissional que deseja representar a classe tem a obrigação de conhecer as dificuldades dos profissionais que atuam no Fórum, nos Juizados, nas Delegacias etc. Não basta ter conhecimento da teoria ou do magistério. É claro que o advogado é livre para exercer sua profissão da maneira que lhe aprouver, mas, acima de tudo, para os fins desejados. É de capital importância que seja um genuíno ADVOGADO.

O profissional que aspira um cargo na Ordem representa os "advogados" da localidade e da região que atua. Por isso, inadmissível a imposição. Tal atitude é contrária a própria democracia.

A mensagem para "MND" é a de que, busquem alternativas que corroborem seus anseios e desejos. Prestigiem e escolham os que significam o melhor para a coletividade. Utilizem a força que possuem.

No final, tudo vai dar certo. Se forem vencidos, não desanimem, pois uma semente foi plantada. Mais tarde a força de vocês vai triunfar. Com certeza. Me orgulho da existência do "Movimento dos Novos Advogados".

VIVA A DEMOCRACIA!!! Agradeço ao Toninho (Paiol) pelo incentivo. Texto revisado por Amanda Camargo Manhabusco.

*Conselheiro Estadual da OAB/MS.

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