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Segunda, 09 Janeiro 2012 08:26

Brasil x Estados Unidos da América 22.Ago.2006

Brasil x Estados Unidos da América 22.Ago.2006 | José Carlos Manhabusco*

Não se trata de competição, apenas uma pequena comparação entre as duas grandes nações. Levo em consideração que os EUA fora descoberto aproximadamente 100(cem) anos antes do Brasil.

A tentativa tem amparo no conhecimento de leituras e informações de pessoas que já estiveram na terra do Tio Sam. Infelizmente não conheço aquele continente.

A nossa Constituição Federal é composta de mais de duzentos artigos, enquanto a dos EUA possui menos do que 10 (dez). O regime é o mesmo, isto é, o federativo. Há diferença quando à aplicação da lei, na medida em que existe maior independência entre os estados membros que compõem a federação. Um exemplo é a de ser admitido a aplicação de pena de morte em alguns estados.

O comportamento do povo norte-americano é marcado por decisões firmes e sólidas. A luta pela manutenção da soberania torna a população mais participativa e independente. A sociedade colabora com os governantes.

Evidente que também existem problemas sociais, políticos, econômicos etc. Contudo, há união na busca do objetivo a ser alcançado. Percebe-se que as pessoas participam das decisões, individualmente ou através de seus representantes. A população cobra atitudes dos poderes constituídos.

Ao mesmo tempo o sistema respeita as garantias constitucionais, especialmente o direito do devido processo legal e da defesa de seus direitos.

Um dos exemplo que marca o procedimento é o seguinte: "Nos filmes de bang-bang quando alguém comete um crime, o xerife reúne as pessoas da sociedade para formar um Tribunal de Júri. O culpado somente era enforcado após a decisão dos jurados. Aí está o exemplo da garantia de não ser condenado antes de ser julgado".

É claro que estamos tratando de um exemplo muito antigo, mas que demonstra o sentido e a razão do regime democrático.

Outro fato que marca o comportamento do cidadão norte-americano é a luta para ser o melhor em tudo que participa. À competição está no sangue. Quando percebem que um cidadão de outra nação se destaca, imediatamente oferece bolsa e incentivo para desenvolver o estudo no projeto de pesquisa.

Precisamos aprender mais com os irmãos ianques.

A Constituição nos garante os direitos individuais. A República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito. Assim como, todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição Federal.

De que forma ocorrerão mudanças se não queremos participar das discussões existentes na sociedade? Falar e criticar não resolvem nada. Há necessidade de se mudar o comportamento.

O povo deve exigir o respeito a sua dignidade. Porém, deve também lutar, expor o seu ponto de vista, evitando a exclusão social e política.

Tenho vontade de conhecer como funciona o sistema de governo americano, ou seja, os Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. A mídia mostra algumas coisas, entretanto, há muito para se conhecer.

Não se deseja fazer comparações absurdas. Até porque a questão passa pela formação étnica e cultural.

Na década de 1960 falava-se em "ditadura militar". A classe política lutava pela democracia; depois pelas "diretas já". Todos nós acreditávamos que haveriam mudanças. Ora, o regime mudou. O bi-partidarismo (ARENA E MDB) mudou para o pluripartidarismo (PSDB. PSOL, PFL, PPS etc.). O aumento de partidos deveria ter contribuído para melhorar o sistema.

A bem da verdade não sabemos utilizar a força que possuímos. Quando somos chamados a participar das decisões fazemos tudo para não nos envolvermos. A sociedade organizada deveria participar mais do regime democrático.

Os órgãos de classe, os clubes de serviços; lojas maçônicas; as comunidades, todos juntos formam um bloco poderoso. Se agirmos de forma isolada e atingirmos os objetivos, que dirá em conjunto; coletivamente?

Para o cidadão comum, ser pentacampeão no futebol não significa absolutamente nada. Na justiça social é que de fato deveríamos ser campeões.

Tenho orgulho de ser cidadão brasileiro, todavia, gostaria que a sociedade lutasse objetivamente para ser ter um Brasil melhor. Pagamos para nascer, pagamos para viver e pagamos para morrer. VIVA A DEMOCRACIA!!! Agradeço ao Dr. Antonio Arraes Branco Avelino (Juiz do Trabalho em Dourados) pelo incentivo.

 

*Conselheiro Estadual da OAB/MS.

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