10 Jan

Eleição, uma questão de ordem. / 30.09.2003

Eleição, uma questão de ordem 30.Set.2003 | José Carlos Manhabusco*

Uma das profissões mais antiga do mundo prepara-se para escolher seus dirigentes para o triênio 2004/2006. Estarão concorrendo os candidatos à Presidente do Conselho Federal, das Seccionais e das Subseções, além dos conselheiros federal e estadual, bem como os demais integrantes das respectivas diretorias.

Cumprido os requisitos determinados pelo Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil e da regulamentação advinda do Conselho Federal, os advogados exercerão a soberania profissional, através do direito de voto direto e secreto, com valor igual para todos.

Como nas eleições para cargos políticos (deputado, vereador, etc.), começou a agitação nos bastidores. Os grupos procuram preparar as estratégias. Reuniões acontecem. Pesquisas são realizadas. Observam-se as movimentações. Tudo ocorre dentro de um clima de normalidade.

Cumpre destacar a iniciativa de alguns advogados, em tentar aglutinar todos os advogados da Subseção de Dourados na composição de uma chapa única. Foram realizados vários encontros neste sentido. Louvável a pretensão, pois traduz o amadurecimento de uma classe que busca a unidade em detrimento da competição. Sem sobra de dúvidas a união surte maior efeito prático.

No estado, 03 (três) candidatos concorrem à Presidência da Seccional. As visitas aos escritórios ocorrem com freqüência. A campanha toma corpo e força na Capital e no interior. Em nossa cidade não poderia ser diferente. Os adesivos são colados nos veículos. Os advogados comentam os programas e as metas dos candidatos. O debate está em curso.

Ao que tudo indica, teremos também vários pretendentes ao cargo de presidente da subseção, sem contar nos componentes da diretoria e conselho local. A busca pela escolha passa pelo contato direto com os advogados, além da análise curricular; de prestação de serviços. A bem da verdade a campanha passa a ser profissional, vez que o que se pretende é uma Ordem independente; atuante; e, acima de tudo, em defesa das prerrogativas do advogado.

A ausência de hierarquia e subordinação entre os advogados e os integrantes da magistratura e do ministério público fazem com que o tratamento deve ser procedido com consideração e respeito recíprocos.

Não é a toa que a única profissão recepcionada pela Constituição Federal é a de advogado, sendo este indispensável à administração da justiça, bem como inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, resguardado os limites da lei. QUE VENHA A ELEIÇÃO, MAS DE FORMA DEMOCRÁTICA.

* Advogado. E-mail: manhabusco@hotmail.com

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