10 Jan

Era uma vez um Presidente... 27.01.2004

Era uma vez um Presidente... 27.Jan.2004 | José Carlos Manhabusco*

A estória poderia ser contada em verso ou prosa, mas a realidade não nos permite brincar com coisa séria. Estamos fazendo referência aos últimos acontecimento que procedem do Governo federal.

Em que pese os inúmeros programas sociais, solicitando a colaboração e o empenho da sociedade, ainda assim, resta caixa para aquisição de um avião para conduzir a comitiva presidencial. Falou-se muito da gestão anterior. Agora, parece que o dever de casa não está sendo feito da maneira como foi prometido ao povo.

A dança de ministros serve para acomodar os acordos políticos. Até ai, não há motivo para alarde, na medida em que sabemos que para governar, no regime em que nos encontramos, necessário a sustentação política no Congresso Nacional.

Entretanto, não se pode admitir que na situação em que o país vive, a beira de um colapso social, onde os pobres estão cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais rico, não havendo a efetiva distribuição da renda, os governantes achem normal o investimento em um bem de altíssimo custo, sendo que ainda existem pessoas passando fome.

A realidade é outra nos diversos níveis da sociedade, inclusive no Governo. Imaginem se o Prefeito e o Governador resolvem também adquirir um bem deste tipo para transportá-los? Certamente que o passivo irá aumentar em muito.

Evidentemente que há outras prioridades. Não podemos admitir que o Presidente não tenha consciência da crise em que vivemos. A questão social está sem controle. A busca por mais recurso é a mesma dos presidentes anteriores. O objetivo é arrecadar cada dia mais; criar mais tributos.

Paga-se para nascer, para viver e para morrer. Que absurdo! Onde vamos parar?

A cada dia o padrão de vida (?) fica mais baixo; adquirimos menos bens, sequer as vezes conseguimos manter o que possuímos. Lamentável, que vida!

Nós acreditamos que os dias piores haviam passado. Só resta esperar pela boa vontade dos que detém o poder, rezando para que algum dia olhem, de fato, para os menos favorecidos.

Como no domicílio, a mudança somente se opera quando se transfere a residência com a intenção manifesta de mudar. O Governo prometeu mudanças. Logo, estamos aguardando. Ainda bem que sonhar não custa nada. BRASIL MOSTRA A TUA CARA!

* Advogado trabalhista e Conselheiro Estadual da OAB/MS. E-mail: manhabusco@hotmail.com

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