10 Jan

Farinha pouca, meu pirão primeiro 14.03.2006

Farinha pouca, meu pirão primeiro 14.Mar.2006 | José Carlos Manhabusco*

Muito se tem falado sobre atitude corporativista. Seja na política, seja nas profissões liberais, seja nos "poderes constituídos", o corporativismo sempre encontrou porto seguro. De certo que não poderia ser diferente.

Vejamos o que significa a expressão corporativismo na visão de Aurélio: "Defesa dos interesses ou privilégios de um setor organizado da sociedade, em detrimento do interesse público"

No entanto, corporativismo não significa reserva de mercado, ou proteção aos que agem de maneira contrária ao direito e a boa-fé. Com ressalva ao pensamento contrário, reunir-se para tratar de seus interesses de forma coletiva não significa ser corporativista, mas sim, diligente e organizado.

A sociedade, como um todo, deveria ser organizada para que pudesse postular seus anseios com mais força e propriedade. Individualmente cada cidadão pouco, ou nada, pode fazer. Como exceção à citada regra apenas podemos citar o direito de voto.

À prova da força da união são os centros de tradições, as lojas maçônicas, as entidades que atuam filantropicamente, os clubes de serviços, todos buscam agregar e trabalhar em conjunto para um fim maior. O exemplo deveria ser seguido.

Entretanto, não basta o trabalho voluntário sem que o trabalho seja dirigido de forma compacta e objetiva. O poder da força é avassalador, evidentemente quando utilizada para o bem.

Ser chefe, superior, comandante etc. é muito bom, eis que no ápice da pirâmide. Ocorre que há certa confusão entre o que é próprio e o que pertence aos outros.

O exercício da administração dos interesses de outras pessoas visando resguardar os bens conquistados não deve ser realizado com o intuito de prejudicar os outros, mas sim, de empenho na produção de valores melhores e compatíveis com o mercado. O procedimento é nocivo quando foge destes princípios.

Ao assumir a representação de determinada coletividade, o legitimado dever ter em mente, especialmente, a evolução profissional, sob pena de trazer mais prejuízos do que benefícios.

*Conselheiro Estadual da OAB/MS. E-mail: manhabusco@ hotmail.com

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