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Gente boa! Qual o parâmetro? 04.04.2006

Gente boa! Qual o parâmetro? 4.Abr.2006 | José Carlos Manhabusco*

O tema é incomodativo, no entanto, ouso enfrentá-lo.

Desde criança ouço falar assim: fulano é gente boa; sicrano é gente boa. Tal assertiva permanece até os dias de hoje. Sinceramente até hoje não descobri qual o critério para se estabelecer que uma pessoa é ou não gente boa.

Vou neste breve espaço tentar refletir sobre a questão, ressalvando a minha limitação pessoal diante da difícil formação. Limitação, ante ao fato de que há diferença de opinião, cujo conteúdo sempre respeitarei.

Quando do início de nosso aprendizado seguimos os ensinamentos dos orientadores. Inicialmente na fase primária. Depois no segundo grau. Ao final vamos a graduação. Em todos estas etapas possuímos educadores diferentes, com formação também diferenciada. Salvo melhor doutrina não vejo uma sintonia entre os diversos seguimentos da formação educacional. Inobserva-se um compromisso duradouro na educação. Tudo parece ser independente. Não há um conjunto de ações visando um fim comum. Ora, se inexiste um segmento para se chegar a uma formação, de que modo poderei atribuir a uma determinada pessoa o conceito de gente boa? Isso significa dizer que não se percebe uma preparação para que a pessoa seja considerada gente boa.

A sociedade tem o papel de identificar as pessoas a rotulá-las da maneira que lhe interessar. Se for amigo é gente boa. Se não for, não será gente boa. Não basta ser cumpridor de suas obrigações matrimonial, educacional, comercial etc., algo mais pessoal faz a diferença.

Penso, sinceramente, que não devera ser assim. O conceito de gente boa poderia ser mais profundo; sem agrado. Como dizia um cidadão a respeito de um profissional de conduta ilibada, mas de posição definida: "Não o quero para meu genro, mas sim para cuidar de meus interesses comerciais". Fica a pergunta: Qual a sua opinião sobre o tema?

*Conselheiro Estadual da OAB.manhabusco@hotmail.com

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