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Terça, 06 Março 2018 07:13

Governo suspende exportações de aves de três frigoríficos da BRF

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Segundo o Ministério da Agricultura, a permissão para exportação dessas unidades dependerá de auditoria sanitária do país importador

Ministério da Agricultura anunciou hoje que foram suspensas as exportações de aves de três frigoríficos da BRF, alvo da Operação Trapaça, deflagrada hoje pela Polícia Federal. Terceira etapa da Carne Fraca, a operação investiga a falsificação de laudos de produtos da BRF, dona das marcas Perdigão e Sadia.

A suspensão atinge duas unidades de frango da BRF – em Rio Verde (GO) e em Carambeí (PR) – e uma de peru, localizada em Mineiros (GO). As exportações da fábrica de rações em Chapecó (SC) também estão suspensas.

De acordo com o Ministério da Agricultura, a permissão para exportação dos produtos dessas unidades dependerá de auditoria sanitária do país importador.

Estão suspensas exportações para doze destinos: África do Sul, Argélia, Coreia do Sul, Israel, Irã, Macedônia, Maurício, Tadjiquistão, Suíça, Ucrânia, Vietnã e União Europeia.

Em vídeo divulgado hoje, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, diz que a população não precisa temer o consumo de frango. “Trata-se de uma operação para resolver problemas da relação entre laboratórios, empresa,s produtoras de alimentos. […] Posso garantir à população brasileira que não há nenhum risco no consumo de carnes de aves produzidas por qualquer uma das empresas citadas ou não. Como todos nós sabemos, a salmonela desaparece quando cozida ou quando frita, a uma temperatura de 60º.”

De acordo com Maggi, o regulamento brasileiro é diferente do de determinados países que não permitem a presença de salmonela. “As empresas envolvidas terão aumento na frequência de amostragem até o fim do processo de investigação. Se forem comprovadas práticas que afetam também o mercado interno, serão adotadas medidas cabíveis”, informa uma nota divulgada pela pasta.

A investigação identificou a ocultação da ocorrência da bactéria ‘Salmonella pullorum’ em matrizes (animais reprodutores) da BRF, que é de notificação compulsórias às autoridades sanitárias. Essa prática, segundo a PF, levou ao abate irregular de aves contaminadas e sua ilegal destinação ao consumo, segundo as autoridades.

Essa descoberta partiu do depoimento da granjeira Cristianne Liberti que, em depoimento à polícia, acusou Délcio Luiz Goldoni, gerente agropecuário da BRF, de ter conhecimento da bactéria e não ter cumprido a legislação que determinava a notificação compulsória bem como nada fez para deter a comunicação, segundo o despacho do juiz. Goldoni também teve expedido mandado de prisão temporária.

Cristianne também acusou o gerente industrial da empresa, Luiz Augusto Fossati, responsável pela fábrica da BRF em Carambeí (PR), que recebeu aves contaminadas por salmonella e permitiu seu abate para consumo. Fossati, segundo a investigação, também permitiu a reembalagem para venda de cortes de frango com porcentagem de água superior ao índice legalmente permitido e, movido pelo intuito de represália, articulou tentativa de tirar do trabalho um fiscal agropecuário federal que vinha autuando frequentemente a BRF em Carambeí por irregularidades. Fossati também foi alvo de mandado de prisão temporária na operação desta segunda-feira.

Outro lado

A BRF divulgou nesta noite de segunda-feira um novo comunicado sobre a Operação Trapaça, da Polícia Federal. “A empresa está mobilizada para prestar todos os esclarecimentos à sociedade”, diz, na nota.

A BRF afirma que segue normas e regulamentos brasileiros e internacionais referentes à produção e comercialização de seus produtos. “Com base nos documentos disponíveis, a BRF entende que nenhuma das frentes de investigação da Polícia Federal diz respeito a algo que possa causar dano à saúde pública”, ressalta.

Em relação às denúncias até então divulgadas, a empresa diz que sobre salmonela do tipo Pullorum, citada pela PF em relação à produção em Carambeí (PR), “é essencialmente de aves e não causa nenhum dano à saúde humana”. A empresa diz ainda que segue todos os monitoramentos estabelecidos pelo Plano Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) e Instrução Normativa nº 20.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

fonte: VEJA

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